Irã anuncia possível volta da monarquia após referendo nacional


Teerã — Em um movimento histórico que marca uma profunda mudança no cenário político do país, autoridades iranianas anunciaram hoje a restauração da monarquia constitucional no Irã após um referendo nacional realizado nesta semana.

Segundo a comissão eleitoral, cerca de 62% dos eleitores votaram a favor da mudança de sistema, encerrando mais de quatro décadas de regime republicano instaurado após a Revolução Islâmica de 1979.

O herdeiro da antiga dinastia Pahlavi, Reza Pahlavi, foi convidado por um conselho de transição para assumir o papel de monarca constitucional, com poderes majoritariamente simbólicos, semelhantes aos existentes em países como Reino Unido e Espanha.

Em pronunciamento televisionado, Reza Pahlavi afirmou que o objetivo da nova monarquia será “unir o povo iraniano, garantir liberdades civis e iniciar uma nova era de estabilidade e prosperidade”.

A capital, Teerã, registrou tanto celebrações quanto protestos após o anúncio. Grupos favoráveis afirmam que a mudança pode abrir caminho para reformas políticas e maior aproximação com a comunidade internacional. Já críticos temem que o retorno da monarquia represente um retrocesso democrático.

A comunidade internacional reagiu com cautela. Analistas avaliam que o futuro político do país dependerá de como será estruturada a nova constituição e de como o governo de transição conduzirá reformas institucionais.

O Irã foi governado pela dinastia Pahlavi até 1979, quando o xá Mohammad Reza Pahlavi foi deposto durante a Revolução Islâmica liderada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini.

Nos próximos meses, o conselho de transição deverá elaborar uma nova constituição e organizar eleições parlamentares para definir o funcionamento do novo sistema político.

Mais detalhes sobre o processo constitucional e a formação do novo governo devem ser divulgados nas próximas semanas.

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